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RACIONAMENTO
DE ENERGIA ELÉTRICA E A CRISE DA ÁGUA POTÁVEL NO MUNDO!
ATUALIZADO Quinta-feira, 22 de Novembro de 2001 14:43:21
SELECIONAMOS VÁRIOS ARTIGOS DE FONTES DIVERSAS PESQUISADAS NA INTERNET SOBRE O ASSUNTO. VISITE TAMBÉM OS LINKS CITADOS PARA SABER MAIS! SOBRE NOTÍCIAS, INFORMES DE AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL BRASILEIRO E SOBRE O BRASIL (HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ATUALIDADES, ETC...), BASTA ESCREVER A PALAVRA CHAVE OU O ASSUNTO NA JANELA DE BUSCA ABAIXO. EXERCITE SUA CIDADANIA!
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Prefeito brasileiro quer construir usina de energia elétrica
aproveitando lixo
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Sul do Brasil economiza energia elétrica, apesar de estar fora do
racionamento
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Site visa a estimular o desenvolvimento do mercado de gás e
energia no Brasil, dando ênfase aos principais projetos termelétricos e à
importância do uso de gás natural como opção energética. Veja também os
indicadores financeiros e as cotações desses segmentos.
Conheça
Confira a matéria em que um executivo diz que o tarifaço
para tirar o setor elétrico da crise vai atrair investimentos das empresas de
energia para o país, mas levará as indústrias eletrointensivas (aço, alumínio
e gás industrial, por exemplo) a procurar outros mercados.
Fique
ligado
Terra, planeta água
Ao beber um copo de água ou ao abrir uma torneira, pouca gente se pergunta de
onde vem aquela substância tão fundamental para a nossa vida. Vale a pena
conhecer um pouco mais sobre o seu ciclo e suas características.
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Fique
por dentro
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Combata
o desperdício
ÚLTIMAS NOTÍCIAS:
ENERGIA SOLAR É ALTERNATIVA AO RACIONAMENTO
O racionamento de energia ainda não afetou a vida de diversas propriedades do sertão nordestino. E o motivo não é que elas não tenham acesso à eletricidade ou sejam privilegiadas pelo governo. É que essas comunidades usaram a seu favor o mesmo agente responsável pela aridez do solo que caracteriza a região: o sol. Nessas localidades foram instaladas placas fotovoltaicas, desenvolvidas com materiais sensíveis à luz, como o silício, que captam os raios solares e os transformam em energia elétrica. O acesso à tecnologia é fruto do Programa de Eletrificação Rural com Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Núcleo de Apoio de Energias Renováveis (Naper), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe).
CIENTISTAS CONCLUEM QUE NEM A AMAZÔNIA ESTÁ LIVRE DA
ESCASSEZ DE ÁGUA
A Amazônia, detentora de 63% de toda a água doce do Brasil, ou 20% do mundo,
com seus caudalosos rios e grandes lagos, não está isenta da escassez de água
que ameaça o planeta e que poderá se confirmar dentro de 20 anos, no máximo,
se não houver uma mudança global de atitude na utilização desse recurso. A
conclusão é dos cientistas e técnicos que participaram, em Belém, do 2°
Congresso Internacional Israelita de Ecologia Humana na Amazônica. Os
principais fatores que concorrem para
essa previsão são o uso irracional do produto e a contaminação dos
mananciais e cursos d'água por substâncias tóxicas lançadas na natureza.
Leia mais em: http://www.baguete.com.br/Ecologia.asp?ID=121753
4 MIL MW/H A MAIS PARA 2001 ESTÃO GARANTIDOS
Até o final do ano, serão acrescentados ao atual parque de energia instalado
no País, cerca de 4 mil Megawatts/hora, ou em torno de 5,5% a mais do que está
em atividade hoje, total de 73 mil MW/h. Novas usinas térmicas e hidrelétricas
deverão entrar em operação ainda este ano e garantir essa oferta adicional
de energia. A informação está confirmada e consta de trabalho elaborado
conjuntamente pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria
de Base (Abdib) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). O trabalho foi feito para
acompanhar a construção das novas unidades geradoras, segundo informou José
Augusto Marques, presidente da Abdib.(MILTON F. DA ROCHA FILHO/O ESTADO DE SÃO
PAULO) http://www.baguete.com.br/Economia.asp?ID=121663
NOVO CHUVEIRO PROMETE REDUZIR CONSUMO DE ENERGIA EM
30%
Acaba de chegar ao mercado o chuveiro Maxi Banho, com design moderno,
espalhador diferenciado e que permite uma vazão de água uniforme,
proporcionando um banho muito mais gostoso e econômico, quando utilizado
na posição verão.O produto, destinado a atender às necessidades dos
consumidores, torna o momento do banho prazeroso, sem aumentar o consumo de água.
Seu sistema instantâneo de aquecimento é superior a 98%, ou seja, transforma
quase a totalidade da energia elétrica em térmica, evitando assim, o desperdício
da energia consumida. http://www.baguete.com.br/Arquitetura.asp?ID=121608
OFERTA DE GÁS VAI AUMENTAR PARA SUPRIR TÉRMICAS
O mercado de gás natural industrial, comercial e residencial no País pode
saltar dos atuais 21,7 milhões de metros cúbicos por dia para 35 milhões de
metros cúbicos até 2005 devido ao impulso no setor que será dado pela
instalação das usinas térmicas, que sozinhas consumirão cerca de 40 milhões
de metros cúbicos diários. Para atender a esse mercado, a Petrobrás - que
atualmente é a única supridora de gás e deve continuar
como uma das principais nos próximos anos - planeja investimentos de US$1,5
bilhão na construção de gasodutos-tronco (de grande porte em grandes distâncias)
e calcula investimentos de mais US$ 700 milhões das 12 distribuidoras nas
quais tem participação para ampliação das redes.(PAULO CABRAL/O ESTADO DE
SÃO PAULO) http://www.baguete.com.br/Economia.asp?ID=121660
EXISTEM VÁRIAS FORMAS DE OBTENÇÃO ENERGÉTICA QUE NÃO AGRIDE O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DOS SERES VIVOS. PORÉM EXISTEM CONGLOMERADOS ECONÔMICOS QUE IMPEDEM A PROPAGAÇÃO DESSAS FORMAS ENERGÉTICAS. E NISSO ENTRAM AS NEGOCIATAS POLÍTICAS.
OS PETRODÓLARES MANDAM! E AQUI NO BRASIL, PAÍS RICO EM RECURSOS NATURAIS, NÃO DEVERIA EXISTIR ESSA CRISE! E QUANDO SURGEM ALGUMAS FORMAS ECONÔMICAS DE OBTENÇÃO DE ENERGIA, HÁ UMA BUROCRACIA ENORME! E SEMPRE O EMPRESARIADO QUERENDO FATURAR DOS COFRES PÚBLICOS E DO BOLSO DO CONSUMIDOR...
CAMPANHAS POLÍTICAS CHEGANDO, CRISE DIVULGADA. PRESIDENTE DA REPÚBLICA VAI APARECER COMO BONZINHO, RESOLVENDO OS PROBLEMAS ENERGÉTICOS LOGO EM CIMA DA DECOLADA DA CAMPANHA?!... PORQUE NÃO RESOLVEU ANTES?
E AQUI VAI UMA CRÍTICA A TODOS OS GOVERNANTES: A ENERGIA SOLAR É DE BAIXO CUSTO E CAUSA AUTONOMIA DE QUEM A CONSOME. IMAGINE SE NUMA CRISE DESSA QUE O BRASIL ENFRENTA, APARECESSE UM GOVERNANTE INCENTIVANDO PARA USO DA ENERGIA SOLAR, IMPLANTANDO CAPTAÇÃO DESTA FORMA ENERGÉTICA EM CADA PRÉDIO PÚBLICO, LEVANDO O POVO A FAZER O MESMO! PORQUE NÃO FAZ ISTO? ESTÃO PENDURADOS NOS ACORDOS COM AS EMPRESAS COMPRADORAS DAS HIDRELÉTRICAS! QUERO VER SE PROVAM O CONTRÁRIO! AS PROVAS DAS NEGOCIATAS TRANSNACIONAIS, FORAM AS VENDETAS DE ESTATAIS DA ÁREA DE ELETRIFICAÇÃO PARA CONGLOMERADOS EUROPEUS E AMERICANOS!
É TUDO UM "AMERICANALHAMENTO"!...
E DE VEZ EM QUANDO O PRESIDENTE FHC APARECE NA TV CONTANDO QUE "CONSEGUIU" UMA MINORA NA SITUAÇÃO DE RACIONAMENTO. ESTA SEMANA, ANUNCIOU QUE AS PESSOAS COM QUOTA DE 100 KW PASSARÁ PARA LIMITE DE 200 KW... E ASSIM ELE IRÁ "RESOLVENDO", ATÉ AS VÉSPERAS DE CAMPANHA (A CAMPANHA POLÍTICA COMEÇOU E POUCOS VÊEM! ESSAS AÇÕES FAZEM PARTE DA COISA! AS ARMAÇÕES SÃO MUITAS!...)...
Depois
do apagão, a seca 30/jul/2001
A julgar pela quantidade
acumulada de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, a próxima
crise pode ser de abastecimento de água. A foto ao lado foi tirada pela fotógrafa
Rosalba
Matta Machado e mostra um exemplo de como andam nossas reservas de água.
(REVISTA ECOLOGIA ONLINE)
MAIS ABAIXO, MAIS ARTIGOS SOBRE O ASSUNTO:
1. A ÁGUA PODE SE TRANSFORMAR EM ARTIGO DE LUXO
2. ENERGIA: O PERIGOSO RETROCESSO
3. ENERGIA: A POLÊMICA AMBIENTAL
E MAIS LINKS COM SITES ABORDANDO O ASSUNTO!
A água pode se transformar em artigo de luxo.
Pesquisas denunciam que a água pode virar raridade e a conscientização é uma das armas contra a escassez dos recursos hídricos no mundo.
Segundo os cientistas
nem a Amazônia, detentora de 63% de toda a água doce do Brasil, ou 20% do
mundo, está isenta da escassez de água que ameaça o planeta.
Leia
mais
A água é a origem da vida. As civilizações antigas, para garantir a sobrevivência, instalavam-se próximas às margens dos rios. Em muitas religiões, o batismo só é efetivado com a água. Esse recurso, aparentemente inesgotável, também é utilizado na manufatura de quase todos os produtos existentes no mercado, desde alimentos até a fabricação de eletrodomésticos.
Na Eco-92, que aconteceu no Rio, quando foram listados os 40 itens da Agenda 21, entre eles a escassez dos recursos hídricos, cientistas do mundo todo apontam mais uma conseqüência das ações agressivas do homem à natureza: a água para o consumo está acabando.
Um dos indícios de que a água mundial está acabando é que, embora o volume de água para consumo tenha se mantido estável nos últimos 50 anos, a população cresceu vertiginosamente e, conseqüentemente, o consumo. " Tanto o consumo como a poluição podem ser considerados renováveis, mas a poluição é implacável ", lamenta Francisco Buonafina, diretor da Universidade das Águas, organização não-governamental (ONG) que promove a proteção, preservação e recuperação da água.
Para ele, a conscientização da população quanto à escassez é o único meio de combate, que pode ser efetivado por meio de ações econômicas no consumo diário e anti-poluição.
Na Espanha, um dos países mais áridos da Europa, existem leis específicas que prevêem multas por desperdícios de água. "Os vizinhos denunciam uns aos outros, na lavagem de calçadas e carros por exemplo ", conta Francisco Buonafina. O mesmo acontece nos países mais desenvolvidos.
http://www.brasil.terravista.pt/PraiaBrava/3114/ecologia.htm (SITE ECOLOGIA, DO MOVIMENTO DE ESCOTEIROS)
Revista Ecologia e Desenvolvimento - Edição 95 - 2001
Artigo de Capa -
Energia
O perigoso retrocesso
A imprevidência dos últimos anos leva o Brasil, um país que está longe de ter esgotado o potencial de geração de energia a partir de hidrelétricas, a priorizar as termelétricas movidas a carvão, óleo ou gás. O consumidor, que enfrentará tarifas mais caras, e o meio ambiente, que será severamente afetado, pagarão a conta do desatino
|
A atual crise energética ainda se desdobra em seus
efeitos de forma compassada. Os consumidores já receberam as primeiras
contas da era do apagão e logo virão as punições para quem não
conseguiu reduzir os 20%. Mas já se duvida de que tudo isso resolva o
problema, e o próprio governo
anunciou a possível implantação do chamado Plano B emergência total),
quando haveria cortes de energia de quatro horas seguidas e até um feriado
extra semanal, deixando à produção apenas quatro dias por semana.
Humoristas já começam a imaginar o que seria um Plano C:... |
Da surpresa inicial com a crise, o governo federal conseguiu articular o primeiro programa positivo de reforço à capacidade de geração energética: prevê mais 18 hidrelétricas e 15 termelétricas até 2003, ao custo de 13 bilhões de dólares. A maior parte – cerca de oito bilhões – deverão provir de investidores privados. O plano, do ponto de vista ambiental, consolida a opção do governo pela ampliação da chamada energia suja no Brasil, país que se orgulha de sua absoluta predominância hidrelétrica (cerca de 95% da geração), a energia considerada mais limpa, após a solar e a eólica.
As termelétricas usarão gás ou carvão, o que os ambientalistas apontam como uma involução, quando o país ainda dispõe da possibilidade de dobrar sua geração hídrica, que está hoje em 68,4 mil megawatts. Neste aspecto, o Brasil foi premiado pela natureza com bacias fluviais generosas, com potencial para sustentar o desenvolvimento sem sobressaltos, desde que houvesse planejamento de longo prazo.
O abandono recente dessa visão de longo prazo levou ao presente paradoxo de se viver o racionamento, quando o Sul e o Norte, com águas abundantes nas barragens, poderiam equilibrar a demanda elétrica do resto do país. Só agora, porém, novas linhas de transmissão, necessárias para completar e ampliar a interligação entre as diversas regiões, começam a entrar na agenda.
Quando o sistema hidrelétrico estiver totalmente interligado e oferecendo uma espécie de imunidade ao país contra secas regionais, as termelétricas já estarão integradas à paisagem. A crítica dos ambientalistas se prende ao fato de que não deveria ser assim, pois o país conta com saídas menos onerosas. Lembram que os Estados Unidos, por exemplo, já não podem expandir sua capacidade hidrelétrica, que alcançou seu máximo, com cerca de 100 mil megawatts, o que levou George W. Bush a lançar um programa que inclui a construção de centenas de termelétricas. Com isso, ampliará a fatia individual daquele país na responsabilidade pela poluição atmosférica do planeta (hoje, os norte-americanos lançam no ar 25% de todos os gases que provocam o aquecimento da atmosfera). A França, por sua vez, à falta de uma hidrografia mais generosa, sustenta seu desenvolvimento à base da energia atômica (em torno de 75%), que não polui o ar, mas cria o problema de estocagem do lixo nuclear.
Tais países foram levados a essas opções por não poderem manter seus níveis de desenvolvimento de outra forma, em decorrência do esgotamento ou carência de fontes hídricas. A consciência de que preferem o risco ambiental a uma limitação do crescimento econômico e do conforto de suas sociedades ficou patente, quando o presidente norte-americano simplesmente anunciou a retirada do país das discussões do Protocolo de Quioto, que impõe o compromisso de se combater o efeito estufa, através de reduções paulatinas dos poluentes lançados à atmosfera.
Grande escândalo ambiental, o mau exemplo começa a contaminar outros países desenvolvidos, como o Japão, que alega não ver sentido num tratado mundial que envolva efeitos no setor produtivo, quando o vilão número um fica isento de obrigações, beneficiando-se na competição internacional. Ecologistas comprometidos com as difíceis negociações do protocolo argumentam, no entanto, que é preferível chegar a um tratado que mobilize o resto da comunidade internacional, e reduza a emissão de poluentes, a ceder às exigências de Bush.
Com as termelétricas, o Brasil amplia a participação da energia suja em produção elétrica. Os planos em andamento prevêem que a fatia da hidreletricidade recuará dos atuais 95% para 75%, em 2010, representando 86 mil megawatts dos 115 mil previstos. Os 29 mil restantes serão predominantemente termeletricidade, a gás, diesel, nuclear e até a carvão, com um parque inicial de 49 usinas. Assim, também o Brasil aumentará seu potencial de poluição atmosférica, embora seja o único a dispor de opção mais limpa para ampliar sua geração de energia.
No pacote lançado no princípio de julho, o governo previu a construção de 15 termelétricas, ao custo de US$4,2 bilhões, para operar até 2003, gerando 6.420 megawatts. A hidreletricidade contribuirá com novos 8.628 megawatts, através de 18 usinas em construção e da ampliação de outras três, entre elas Itaipu, que ganhará duas novas turbinas (1.400 megawatts) e Tucuruí, que dobrará a produção de quatro mil para 8,125 mil megawatts. O acréscimo de quase 20 mil megawatts ao sistema será complementado com a instalação de mais seis mil quilômetros de linhas de transmissão.
(Veja matérias complementares na revista Ecologia e Desenvolvimento 95 que está nas bancas)
Energia
A polêmica ambiental
A menor quantidade de chuvas e o conseqüente esvaziamento dos lagos das usinas provocam debates em que se confrontam argumentos variados
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Os ambientalistas apontam o desmatamento como uma das principais causas da diminuição das chuvas nos últimos anos em nosso país. Ele seria responsável pelas mudanças microclimáticas que atingiram sobretudo as áreas onde se concentram as principais barragens, com destaque para o Sudeste. Um exemplo sempre citado é o caso do rio São Francisco, cujos afluentes, prejudicados pela extinção das matas ciliares, já não apresentam o volume d'água de outros tempos. A expansão agrícola é a principal responsável pela derrubada das matas que ajudam o sistema hídrico. Nas áreas ainda bem preservadas, como o Cerrado e a Amazônia, \n'; document.write(barra); } } changePage(); |
Esse processo negativo está disseminado pelo mundo, causando ou preparando catástrofes ambientais, sobretudo pelos efeitos sobre o potencial hídrico. No México, por exemplo, o presidente Vicente Fox declarou como de interesse da segurança nacional a questão da preservação das florestas e do uso e conservação das águas. Ao lado de um desperdício de 50% no consumo de água, calcula-se que 15% das fontes hídricas sofrem exploração excessiva. Ao mesmo tempo, 600 mil hectares de matas são derrubados por ano, "afetando diretamente o sistema hídrico do país", segundo o Ministério do Meio Ambiente. Em cerca de 20 milhões de hectares, o solo mexicano já perdeu até 60% da capacidade de reter água, caminhando para a desertificação e contribuindo para uma crise de abastecimento em pouco mais de duas décadas.
No Brasil, apesar dos possíveis efeitos da redução das matas sobre o clima e a variação das chuvas, a crise de energia poderia ter sido evitada por um programa continuado de novos investimentos em geração, de modo que as geradoras existentes não fossem obrigadas a consumir seus lagos além da taxa de reposição pelas chuvas. Como desde 1996 não houve investimentos, a maior parte do sistema manteve a produção de eletricidade gastando mais água do que recebia.
Técnicos da área apontam as más conseqüências como fruto de uma política governamental equivocada, centrada na privatização e na ilusão de que investidores privados têm muito interesse em ampliar a oferta de energia. Como a prioridade dos investidores privados é garantir lucros, estes talvez sejam mais garantidos com a escassez, que eleva tarifas. Seria algo semelhante a um padeiro que preferisse aumentar os lucros, não aumentando a clientela com a oferta de maior quantidade de pães, mas gastando menos, reduzindo a produção, criando escassez e aumentando os preços. Faria economia de farinha, produzindo menos, e aumentaria o lucro com os preços mais altos.
O exemplo parece corresponder ao quadro que se desenha: criou-se a escassez do pão barato (a hidreletricidade), inventou-se a punição para o consumidor excessivo – com o que se obtém a reposição do que se perde com a economia dos mais regrados – e oferece-se a solução da termeletricidade, cujo custo mais alto puxará para cima as tarifas da geração hídrica. O professor Ildo Sauer, da Universidade de São Paulo, em recente entrevista, calculou que, a partir de 2003, os consumidores brasileiros estarão carreando para as empresas de energia cerca de cinco bilhões de dólares a mais do que pagam hoje, por ano, em conseqüência do aumento das tarifas. Essa transferência de renda, dos consumidores familiares e empresariais brasileiros, para as geradoras e distribuidoras de energia superará os oito bilhões de dólares anuais a partir de 2006.
Um exemplo do encarecimento da energia elétrica está na termelétrica móvel que a Coelce, do Ceará, está para alugar no exterior. É uma usina embarcada – um navio de 128 metros –, que ficará atracado no porto de Pecém, produzindo 30 megawatts, ao custo de 315 dólares por megawatt (mais de 750 reais, ao câmbio de meados de julho) e consumindo 234 mil litros de diesel por dia. Para comparação, o megawatt hidrelétrico nacional sai por até R$5,50 da geradora, embora a distribuidora o repasse ao consumidor por 160 reais (64 dólares/megawatt).
Um longo aprendizado
A energia move o mundo. Dos incontáveis turbilhões estelares do universo à força dos braços dos homens que habitam um pequeno planeta, a energia promove o movimento, acelera transformações e cria milagres, como a lâmpada que acende, a imagem no vídeo, a voz presa num disco, o imenso avião que se sustenta no ar.
Desde que a inteligência o distinguiu no reino da criação, o homem vive a perseguir novas e mais eficientes formas de energia. Inventou a lança para caçar melhor e aperfeiçoou o instrumento, criando o arco para arremessar pequenas lanças, as flechas, a distâncias maiores e com danos mais profundos para os alvos. Quando chegou à agricultura, inventou o arado para rasgar o solo e torná-lo mais apto a produzir e aperfeiçoou o invento juntando-lhe a energia de um quadrúpede. Depois da colheita, aplicava a força dos próprios braços para moer grãos em pilões, mas para expandir a produção criou o moinho, tocado a braços, depois a burros e bois, e bem mais tarde movido por algo simples e revolucionário: o vento ou a água.
Experimentar, descobrir, aplicar as invenções à melhoria da vida – esta é a fórmula que deu ao homem o poder de transformar a natureza e adaptá-la a seus desejos e necessidades. O velho homem das cavernas maravilhava-se com o poder que uma pedra devidamente afiada lhe dava para enfrentar o mundo, sobre o qual reinava um céu de sol, lua e estrelas, que ele procurava entender e reverenciava. O homem atual já avançou muito na compreensão do universo, que se tornou um desafio instigante, e substituiu a pedra polida por complexos sistemas de máquinas.
Entre o velho e o novo homem, as diferenças de técnicas, o acúmulo dos conhecimentos de milênios e, sobretudo, a velocidade das transformações. O avião ainda não completou um século, mas o homem já esteve na Lua e envia sondas de pesquisas para planetas vizinhos – dominou, com espantosa rapidez, os segredos de voar dentro e fora da atmosfera.
Esta velocidade dos inventos tornou-se possível a partir da variedade de formas de energia de que se apropriou a humanidade nos últimos dois séculos e meio. A eletricidade representou uma espécie de coroamento desse longo processo e facilitou novas formas de produzir e viver.
As energias hoje disponíveis lançam, porém, um desafio mais urgente à humanidade – a sustentabilidade do modelo. Carvão, petróleo, gás, urânio, vento, sol, água são meios hoje utilizados para obter a eletricidade indispensável às formas de produzir e viver atuais. Cada uma dessas modalidades apresenta, porém, um efeito diferente sobre o meio ambiente e por isso são chamadas de fontes limpas ou sujas.
É um tipo de classificação surgida há pouco tempo, quando a humanidade comprovou que certas fontes de energia deixam uma herança negativa no meio ambiente, em forma de gases, de rejeitos radiativos ou de parcelas que atingem o solo e a água, além de repercutir nas condições de saúde do próprio ser humano.
No ar, a melhor alternativa
No plano anunciado pelo governo em julho, a energia alternativa contribuirá com modestos 1,99 mil megawatts, uma produção correspondente a apenas três das atuais 18 turbinas de Itaipu. O vento contribuirá com 1,03 mil megawatts e o bagaço de cana e restos de madeira com 960. O lixo da cana, da madeira e de outros produtos vegetais, a chamada biomassa, pode desempenhar um papel energético importante nas regiões onde são abundantes, complementando o sistema dominante. É o caso do bagaço de cana em Pernambuco, Alagoas e São Paulo. Nos estados madeireiros, os restos das árvores abatidas é que oferecem a possibilidade.
O vento é a forma de produção inteiramente ambiental, dentre as propostas no pacote de julho, levando-se em conta que as hidrelétricas, com seus lagos imensos, sempre produzem um impacto ecológico na região onde se instalam, ao cobrir matas e campos e até mesmo cidades, desalojando populações. Os defensores da solução eólica acreditam que o Brasil poderia acrescentar o correspondente a algumas usinas de Itaipu ao seu parque de geração, apenas explorando os ventos.
Uma das dificuldades está no desconhecimento do potencial de muitas regiões. Entre os técnicos, há quem sonhe em descobrir o lugar onde o vento faz a curva, pois aí se contaria com lufadas na ida e na volta. Como, apesar da crise atual, acreditam que Deus é mesmo brasileiro, acham que o lugar existe. Outros dizem que o ponto já é até conhecido: a costa cearense, onde se calcula em 12 mil megawatts o potencial de aerogeração – o mesmo que Itaipu. Os prometidos modestos 1,03 mil megawatts de energia eólica parecem indicar que se começa a apostar nessa alternativa.
Nos Estados Unidos, a crise energética está tornando a produção eólica uma espécie de nova corrida do ouro. Fazendeiros já começam a alugar suas terras para a instalação dos cataventos. A Associação Americana de Energia Eólica considera este ano como o da consolidação dos negócios do ar: o setor crescerá 60% neste 2001. O aperfeiçoamento das turbinas já baixou o custo de produção para o patamar de R$0,07 a R$0,15 por quilowatt, quando há 20 anos os primeiros experimentos obtinham o mesmo quilowatt ao correspondente a R$0,80 de hoje. O padrão de renda norte-americano viabiliza a nova energia, que, no Brasil, ainda sairia muito cara, pois o megawatt variaria de 70 a 150 reais, quando uma usina hidrelétrica oferece o mesmo megawatt por até R$5,50 – que a distribuidora repassa ao consumidor a 160 reais.
A aerogeração norte-americana está invadindo campos de Minesota, Iowa, Texas, Colorado, Wyoming, Oregon e Pensilvânia e já produzem 2,55 mil megawatts, que até o fim do ano chegarão a 4,05 mil (um terço de Itaipu). Seis outros estados começarão a produzir energia eólica este ano e já se planeja reforçar o abastecimento de Chicago através do parque de aerogeração de Rolling Thunder, em Dakota do Sul, que gerará três mil megawatts. Os técnicos norte-americanos asseguram que os ventos que percorrem as planícies de Dakota do Norte, Kansas e Texas têm potencial para suprir toda a demanda energética dos Estados Unidos. Os 393 mil megawatts novos pretendidos pelo presidente Bush com termelétricas poderiam ser plenamente alcançados em menor tempo através da energia eólica, com a vantagem de não afetar o meio ambiente, garantem esses especialistas.
Na Europa, vários países estão investindo nessa modalidade de energia limpa. A Dinamarca já extrai do vento 15% de sua eletricidade, percentual que no estado alemão de Schleswig-Holstein chega a 19%. Na Espanha, Navarra já incorpora em seu sistema energético 24% provenientes de fazendas de vento. Na França, o plano é produzir cinco mil megawatts até 2010.
MAIS INFORMES SOBRE AS RESERVAS DE ÁGUA E A CRISE MUNDIAL:
AS RESERVAS DE ÁGUA ESTÃO ACABANDO!
VISITES SITES SOBRE O ASSUNTO:
A Doutora Lou de Olivier, escritora psicoterapeuta e Arteterapeuta correspondente da nossa COLMÉIA, tem em seu site (Espaço Cultural Doutora Lou de Olivier: http://www.ecdlo.hpg.com.br/index.htm ) Artigo entitulado CAMPANHA PELA ÁGUA POTÁVEL: http://www.ecdlo.hpg.com.br/hp/dralouguapot.htm (se não conseguir conexão, tente a url citada anteriormente! Veja também os sites sobre ela: http://www.ecdlo.hpg.com.br http://www.geocities.com/cantinhodopoeta/loudeolivier.htm e http://www.geocities.com/~rebra/autoras/33port.html e os emails da artista: ecdlo@ieg.com.br e loudeolivier@rickmarc.co.uk Pode entrar em contato!
POESIAS: http://www.geocities.com/cantinhodopoeta/loudeolivier.htm Na REBRA meu site é: http://www.geocities.com/~rebra/autoras/33port.html
O SITE SOBRE A SERRA DA CANASTRA TAMBÉM FALA SOBRE O ASSUNTO;
http://www.canastra.com.br/folhacanastra/index.asp
ENTRE EM CONTATO COM O SITE BRASIL-GEOLOGIA,RECURSOS MINERAIS, HÍDRICOS E MINERAÇÃO: http://www.geocities.com/Eureka/Boardroom/7474/rec_hidricos.html
INSTITUT DESERT: http://www.desert.org.br/
CLIQUE AQUI E VÁ PARA A SEÇÃO SOBRE ECOLOGIA DESTE SITE!
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