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Após o Concerto de 1 hora e 30 minutos, a exímia violinista Marie Savine
Egan, do QUARTETO EGAN, cedeu entrevista, dia 1 de novembro de 2002, no
encerramento da Exposição de Artes Plásticas realizada na Casa da
Justiça Profº Aníbal Bruno.
Ao lado, foto da
violinista e de seu esposo, Elyr Alves.
Para saber mais
informes sobre o QUARTETO EGAN, clique na foto ao lado.
Vamos à
entrevista:
Jaorish:
- Como surgiu esse convite para vir à Palmares e como conheceu Dr.ª
Hydia?
Savine
Egan: - Conheci através da irmã dela, Drª
Enilda, após um concerto de abertura de uma Clínica. E quando ela quis
reabrir o Fóro, pensou na gente para abrilhantar a festa.
Jaorish:
- Há quanto tempo foi criado este Quarteto de Cordas?
Savine
Egan: - 25 anos atrás. A gente mudou os
componentes. Mas dessa forma está há 11 anos. Há 11 anos baseados no
Recife.
Jaorish:
- Antes do Recife, onde sediava o Quarteto?
Savine
Egan: - Em João Pessoa. Antes, ainda em Belo
Horizonte. Começou na França. Passamos um tempo na Irlanda.
Jaorish:
- Em que região da França a senhora nasceu?
Savine
Egan: - Na Região de Champagne... Perto de
Paris...
Jaorish:
- Onde foi sua formação acadêmica?
Savine
Egan: - Em Paris, na Sorbonne. Estudei
Musicologia na Sorbonne.
Jaorish: -
É muito caro contratar esse Quarteto de Cordas?
Savine
Egan: - Não. Uma
hora e meia ainda é um preço baixo. Aqui foi entre amigos.
Jaorish: -
Ao vir a Palmares, como esperava encontrar a Cidade?
Savine
Egan: - Não esperava
encontrar um Quilombo. Soube que no passado existia um aqui... Não
esperava encontrar um povo tão atencioso à música, não esperava
encontrar uma cidade deste tamanho. Pensava ser uma cidade menor. Essa
idéia de realizar um concerto no Fóro foi fantástica! A música, a
pintura, a declamação da poesia, unidos num local como este. Gostei
muito do público. As pessoas que vieram nos receberam bem.
Jaorish: -
Ao vir ao interior, sempre é o mesmo repertório?
Savine
Egan: - Temos vários
temas. Tocamos música popular, regional e erudita, basta escolher. Temos
também concertos aulas.
Jaorish: -
Esses concertos aula são montados com músicas populares?
Savine
Egan: - A gente tem
as mais populares das músicas clássicas e as mais populares das músicas
clássicas. Depende da Cidade e da idade da platéia. Como o nível
educacional do público. Ontem a gente tocou na Fundação Joaquim Nabuco,
um programa chamado QUEM TEM MEDO DA MÚSICA CLÁSSICA?...
Jaorish: -
Na realidade econômica brasileira, como está uma artista européia
vivendo no Nordeste Brasileiro?
Savine
Egan: - É um pouco
delicado. Na Europa, consideramos o músico como uma profissão. Ganha no
mínimo R$3.800,00. Aqui, mesmo tocando numa Orquestra, a gente tem que
fazer outra coisa. Principalmente quando se tem uma família grande como a
minha: tenho seis filhos. Então são muitos estudos, muitos cursinhos...
Damos aulas de violino... Na Orquestra Sinfônica do Recife, a gente tem
motorista de táxi, tem dentistas, médicos, tem um pouco de tudo... É
uma pena porque acho que deveria apenas se ocupar da Arte...
Jaorish:
- Que matéria a
senhora ensina no Centro de Criatividade Musical do Recife?
Savine
Egan: - Ensino
violino para os alunos mais adiantados. O que me propuseram atualmente foi
ensinar nas favelas. Um projeto de uma ONG que a Prefeitura da Cidade do
Recife está apoiando. Vamos ver no que vai dar...
DENTRO DO
CURRICULUM DA VIOLINISTA, PODEMOS ENCONTRAR UM PROFÍCUO ESTUDO COM
PROFESSORES COMO RAVI SHANKAR. ALÉM DE ANOS E ANOS DE PESQUISAS DA
MÚSICA OCIDENTAL E ORIENTAL (ELA PASSOU VÁRIOS ANOS VIVENDO NA ÍNDIA,
ESTUDANTE A MÚSICA INDIANA)...
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